Edward Cheserek viveu o outro lado da Maratona de Paris: 1:03 à ‘meia’ e… 2:30 no final!

Olhamos muitas vezes para os atletas de elite como seres sobrenaturais, capazes de performances de outro planeta e imunes a momentos de quebra como aqueles que todos nós, os ‘humanos’, podem ter. Mas a verdade é que, no fundo, todos eles são humanos como nós e podem ter dias maus.

Já o tínhamos mostrado aquando da Maratona de Chicago, com o exemplo dramático do pesadelo vivido por Ejgayehu Taye na sua estreia, e agora mostramos que também pode acontecer aos mais experientes. Como a Edward Cheserek, queniano de 32 anos que no domingo correu a Maratona de Paris e terminou em 79.º, com 2:30:02 (2:30:00 de tempo de chip).

À partida, olhando às melhores marcas de carreira, era o sétimo mais bem cotado da lista dos inscritos, graças aos 2:05:24 que fez na Maratona de Valência em 2024. No ano passado, na mesma prova, correu 2:07:13 e este ano, no teste prévio à maratona, fez 1:01:49 na ‘meia’ de Paris (foi 6.º). Tudo parecia mais ou menos alinhado para uma grande prova.

E até o foi… até aos 25 quilómetros. Passou à meia maratona em 1:03:12, integrado no grupo que lutou pela vitória. Seguiu ali até aos tais 25k, até que começou a perder o contacto com os restantes (tal como tantos outros).

Em quebra, ainda aguentou o ritmo em torno dos 3’05/km até aos 30k, mas depois disso foi o sempre a perder. Segundo os parciais da prova, dos 15:26 que fez dos 25 aos 30 (a 3’05/km), passou a:

➡️ Dos 30k aos 35k em 16:25, a 3’17/km.
➡️ Dos 35k aos 40k em 25:49, a 5’10/km.
➡️ Dos 40k ao final em 17:38, a… 8:02/km!

Primeira meia em 1:03:12 (3’00/km)
Segunda meia em 1:26:48 (4’07/km)

É, meus amigos, a maratona não perdoa. Nem mesmo aos atletas mais fortes do mundo.

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