Já suspenso de forma provisória por “evasão, recusa ou falta de submissão à recolha de amostras”, o queniano Kibiwott Kandie foi esta terça-feira alvo de uma acusação adicional por parte da Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), por “tampering” (“adulteração ou tentativa de adulteração” de qualquer parte do Controlo de Dopagem).
Antigo recordista mundial e terceiro mais rápido da história da meia maratona (57:32), Kandie está suspenso provisoriamente desde março do ano passado. A última vez que competiu foi em fevereiro de 2025, no campeonato nacional de corta-mato do Quénia (foi 6.º).
Com 29 anos, o queniano arrisca uma pesada punição que o poderá deixar fora de atividade por um período superior a 6 anos. A decisão da suspensão deverá ser conhecida nos próximos meses, mas… não deve ser pequena.
Ao longo da carreira, feita praticamente sempre na estrada, Kandie acumulou 11 meias maratonas fora do Quénia, todas abaixo da hora (6 delas abaixo dos 59 e 2 abaixo dos 58). Incluindo o anterior recorde mundial, fixado em 57:32 em Valência 2020).

