Sem competir desde os Mundiais do ano passado, Jakob Ingebrigtsen saltou a temporada indoor, foi operado e batalha para voltar a competir. Inicialmente antecipou um retorno ainda este ano, mas à revista Outside Run meio que alterou os seus planos e expectativas. O verão ainda não está descartado, mas já fala antes em 2027.
“Na minha mente, o meu objetivo é ser competitivo e estar a 100% em 2027. Mas, se estiver pronto a competir no final do verão, então claro que vou voltar a competir”, assumiu o norueguês, que no fim de semana passado ganhou uma espécie de desafio futuro para a sua vida.
Tudo por causa do seu irmão mais velho Kristoffer, que terminou a Maratona de Copenhaga em 2:29:32. “Vi o trabalho e dedicação que ele aplicou e, por isso, não vou apressar o meu salto para as maratonas. Mas está claramente no meu horizonte. Se acontecer, vou tentar sub 1:59!”, atirou.
Uma marca bem ambiciosa, até porque na história apenas dois homens conseguiram baixar das duas horas: Sabastian Sawe (1:59:30) e Yomif Kejelcha (1:59:41). E, já agora, o recorde europeu está bem longe, em 2:03:36 (Bashir Abdi), sendo que o melhor atleta nascido no Velho Continente é o francês Morhad Amdouni, com 2:03:47.
A operação que foi um alívio
Os últimos meses não foram propriamente fáceis para o astro norueguês e a decisão de avançar para uma operação para debelar o problema no tendão de Aquiles foi o último recurso, mas acabou por ser um alívio.
“Naquele momento sentia-me sem qualquer opção. Ter um problema daqueles durante tanto tempo e finalmente tomar a decisão de ser operado para deixar tudo a 100% foi um alívio. E foi bem sucedido”. Depois da operação, claro, vem o processo de recuperar a forma. “Tenho tentado fazer uma plano lento e progressivo ao máximo. Sendo cuidadoso para que tudo corra sem problemas. Tenho uma boa equipa que me tem ajudado e permitido melhorar o mais rápido possível, mas com garantias. Vejo os efeitos das diferentes sessões e que estamos a evoluir na direção correta. É motivador.”
A história inspiradora do irmão
Voltando a Kristoffer, a história do irmão mais velho da família é uma daquelas que merece ser partilhada. Em 2020, por altura da Covid-19, viu-se em casa com praticamente 100 quilos. Assustado pelo número na balança, mas também inspirado pelos irmãos, decidiu começar a fazer algo por si, perdeu quase 30 quilos e, depois de fazer vários passos de forma consistente na sua evolução, chegou às meias maratonas e maratonas.
No domingo, em Copenhaga, correu um recorde pessoal na maratona (os 2:29:32), depois de já ter corrido 1:12:11 na meia de Barcelona em 2025 e ter feito 32:58 nos 10 quilómetros (em Drammen 2024).

