A queniana Deborah Sang, quarta classificada na edição do ano passado da EDP Maratona de Lisboa, foi esta sexta-feira suspensa por cinco anos pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), devido ao uso de substâncias dopantes.
De acordo com a AIU, a atleta queniana de 26 anos acusou testosterona num primeiro controlo, realizado em abril do ano passado (na Maratona de Belgrado), e prednisolona, num outro efetuado em janeiro deste ano, na Maratona de Riade.
O mais interessante desta suspensão passa pelo facto do primeiro controlo, feito após a vitória em Belgrado com recorde pessoal e de percurso (2:26:51), ter inicialmente dado um resultado negativo. Contudo, já após a realização do segundo, em janeiro deste ano – e com o resultado positivo em mãos em finais de fevereiro -, a AIU decidiu uma semana depois solicitar a segunda análise, que confirmou o tal uso de testosterona.
Outro dado curioso deste processo passa pelo facto da queniana ter pedido uma exceção médica em meados de janeiro para prednisolona, a substância que viria a acusar na tal maratona saudita. Esse pedido de exceção viria a ser recusado pela autoridade queniana antidoping (ADAK) já em fevereiro.
Além da suspensão de 5 anos, válida até 11 de março de 2031, Deborah Sang perde ainda todos os resultados obtidos desde 6 de abril do ano passado, incluindo a vitória em Belgrado e também o 4.º lugar em Lisboa.

