Um milhão de euros: recorde mundial em Valência vale jackpot único no atletismo

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À terceira será de vez? Introduzido pela primeira vez no regulamento da Maratona de Valência em 2024, o bónus de 1 milhão de euros em caso de recorde mundial nunca esteve tão em ‘risco’ de ser reclamado como agora. Com Yomif Kejelcha anunciado na elite para a prova de dezembro, a maratona valenciana consegue um nome de peso para o seu elenco – é o primeiro a ser anunciado -, mas também ganha uma forte dor de cabeça para o seu orçamento futuro.

A ideia deste bónus foi lançada por Juan Roig em 2023, pouco depois de uma prova que teve vitória com recorde do percurso, ainda vigente, por parte de Sisay Lemma (2:01:48).

“O Paco [Borao – presidente da entidade organizadora], que contribuirá com metade, e eu, com a outra metade, queremos anunciar que, quando o recorde mundial for batido, a pessoa que bater o recorde mundial receberá um milhão de euros”, disse na altura Roig, presidente da Fundación Trinidad Alfonso, a entidade que mais aporta financeiramente à organização.

Além desta função, Roig é também um dos homens mais ricos de Espanha – é presidente executivo e acionista máximo da Mercadona -, daí o poderio financeiro para fazer este tipo de propostas monetárias.

Voltando à maratona propriamente dita, de lá para cá, desde essa promessa, ninguém conseguiu superar a marca de Lemma, com Sabastian Sawe a ganhar na estreia na distância em 2:02:05 e John Korir a triunfar no ano passado em 2:02:25. Agora a fasquia fica ainda bem mais elevada (até abril o recorde estava em 2:00:35), mas com Kejelcha… nunca se sabe se os 1:59:30 não cairão.

Note-se que o bónus é válido tanto para os homens como para as mulheres, sendo expectável que nos próximos dias possa ser anunciado o primeiro grande nome para atacar o bastante contestado recorde mundial de Ruth Chepng’etich (2:09:56), queniana que se encontra suspensa por doping há mais de um ano.

Sem nada sabermos, há vários nomes que podem tentar a sua sorte para atacar esse máximo, como Tigist Assefa ou Fotyen Tesfay. Tudo depende do apelo que faça a adidas, a marca que patrocina ambas, para que estejam em Berlim – tal como sucedeu com Sawe.

Depois há ainda Joyciline Jepkosgei, a detentora do recorde do percurso valenciano (2:14:00), Helen Obiri, Amane Beriso, Sharon Lokedi, Sifan Hassan ou Peres Jepchirchir. Fora destas contas estará a renascida Brigid Kosgei, que não alinhará em Valência pelas mesmas razões que levam a Kiplimo não correr por lá.

Prémios em função do desempenho

Olhando aos restantes prémios, o milhão é o mais apetecível, mas ganhar a prova com recorde do percurso não parece um mau negócio, já que garantiria 110 mil euros (80 mil pela vitória e 30 mil pelo recorde do percurso). De resto, note-se que Valência para prize money até ao 12.º colocado, que na pior das hipóteses leva para casa mil euros (o valor varia em função do tempo final).

Os bónus de recorde que são pagos em Valência
O prize money completo

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