Quénia escapa a sanção imediata da WADA após demonstrar evolução nas políticas antidoping

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No olho do furacão em temas relacionados com o doping há alguns anos, o Quénia escapou a uma sanção internacional imediata por parte da WADA, depois de ter demonstrado progressos significativos na sequência do ultimato dado pela autoridade internacional no mês passado.

Na altura, a WADA deu um prazo de 21 dias para a autoridade antidoping queniana (ADAK) para apresentar medidas para reverter a situação de não-cumprimento com as suas regras, que haviam sido detetadas numa auditoria feita em 2024.

Três semanas depois do ultimato, a WADA deu conta da resposta positiva da ADAK, com a apresentação de um plano de combate a quatro meses, e retirou as ameaças de sanção internacional. Por agora…

“Antes do prazo de 2 de outubro, progressos significativos e demonstrados no terreno foram feitos por parte da ADAK, incluindo um plano corretivo de ação para resolver, no espaço de quatro meses, os problemas detetados na auditoria. Estes avanços foram comunicados ao Compliance Review Committee (Comité de Revisão do Cumprimento das regras da entidade), que os analisará e seguirá atentamente. Por isso, enquanto esse processo decorrer, e até o CRC fazer uma recomendação e haja uma decisão definitiva, não serão aplicadas quaisquer consequências à ADAK”, pode ler-se no comunicado.

Com este avanço, o Quénia impede uma punição imediata e mantém viva a esperança de albergar os Mundiais de 2029, para os quais está a trabalhar para uma candidatura. A impossibilidade de acolher eventos internacionais era uma das consequências de uma eventual suspensão, isto para lá da perda de financiamento da WADA e ainda impedimento de representantes quenianos dos cargos diretivos do organismo. A suspensão internacional dos seus atletas não estaria em causa, mas uma possível sanção seria um passo importante que poderia levar a esse desfecho.

Nos últimos anos, o Quénia tem estado envolvido em inúmeros casos de doping, alguns deles a envolver recordistas mundiais. O mais recente diz respeito a Ruth Chepngetich, detentora da melhor marca mundial de sempre da maratona, mas no passado também Rhonex Kipruto, recordista dos 10 quilómetros, também foi suspenso por doping.

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