Em janeiro, quando anunciou a sua lista de elite feminina, Londres tinha quatro das seis mais rápidas da história (Tigist Assefa, Sifan Hassan, Joyciline Jepkosgei e Peres Jepchirchir). Três meses volvidos, a prova britânica perdeu Jepchirchir e Hassan, provavelmente a maior animadora mediática da maratona à escala global, e viu Jepkosgei passar a ser a 5.ª na tabela histórica, depois da performance galática de Fotyen Tesfay em Barcelona.
Horários de partida
8:50 – Cadeira de rodas (masculina e feminina)
9:05 – Elite feminina
9:35 – Elite masculina e populares
Ainda assim, mesmo perdendo duas das grandes figuras, a prova londrina continua a ter a aura e potencial para mais um dia histórico. Eventualmente até para o ataque ao recorde mundial numa prova com partidas separadas, fixado no ano passado por Assefa nas 2:15:50.
A etíope é a grande candidata a atacá-lo, mas terá companhia de luxo de duas quenianas: Joyciline Jepkosgei e Hellen Obiri. A primeira tenta a desforra de duas derrotas na luta direta com Assefa e chega motivada pela impressionante atuação de Valência, com vitória e recorde pessoal em 2:14:00. Já Obiri vai viver uma experiência distinta. Depois de uma carreira em maratonas sempre em provas com perfil acidentado – entre Boston e Nova Iorque, com uma passagem pelos Jogos de Paris -, Obiri vai ter a sua primeira aventura num perfil planinho, havendo expectativa sobre o que poderá fazer e quanto poderá melhorar aos 2:17:41 que no ano passado lhe deram a 2.ª posição em Boston.

As ‘outsiders’
Nos homens há Sawe e Kiplimo como grandes candidatos e um outro lote logo atrás. Nas mulheres o cenário é distinto. Há as super estrelas e, depois, um vazio para o que vem atrás. Considerando que Obiri vale bem mais do que as 2:17:41 – imaginemos 2:15… -, a mais direta concorrente deste trio chega com uma marca já perto das 2:18. Uma eternidade!
Falamos de Degitu Azimeraw, etíope de 27 anos, que tem o seu recorde pessoal nas 2:17:58 desde 2021. De lá para cá, apenas uma vez baixou das 2:20 – em Barcelona 2024 (2:19:52). Ainda abaixo das 2:20, com recorde mais recente aparece a mulher que se segue, a tanzaniana Magdalena Shauri, 3.ª no ano passado em Chicago com 2:18:03 – este ano já foi 3.ª na ‘meia’ de Ras Al Khaimah, com 1:07:32.
Depois disso, é tudo bem mais ‘normal’. Há duas quenianas, uma etíope e aparece a melhor europeia, a britânica Rose Harvey, com 2:23:21 de recorde pessoal feito em 2023 em Chicago e que este ano correu a Meia de Lisboa numas modestas 1:12:47.
Com Harvey aparentemente fora de fora, será de Eilish McColgan a honra de tentar ser a melhor da casa. Vai para a segunda maratona da carreira e chega com um aparente pico de forma, depois de 30:08 nos 10K em Valência (janeiro) e 1:07:08 na meia de Marugame, no Japão (em fevereiro).
E nota final para outra mulher da qual se espera bastante. Surpreendente medalha de bronze nos Mundiais de Tóquio, a uruguaia Julia Paternain é uma das outsiders pela marca pessoal que tem (2:27:09), mas depois do Japão… tem de ser levada muito a sério.

| Nome | País | Recorde Pessoal |
| Tigst Assefa | Etiópia | 2:11:53 |
| Joyciline Jepkosgei | Quénia | 2:14:00 |
| Hellen Obiri | Quénia | 2:17:41 |
| Degitu Azimeraw | Etiópia | 2:17:58 |
| Magdalena Shauri | Tanzânia | 2:18:02 |
| Eunice Chebichii Chumba | Quénia | 2:20:02 |
| Catherine Reline Amanang’ole | Quénia | 2:20:34 |
| Balemelay Shumet | Etiópia | 2:21:59 |
| Rose Harvey | Reino Unido | 2:23:21 |
| Florencia Borelli | Argentina | 2:24:18 |
| Eilish McColgan | Reino Unido | 2:24:25 |
| Jessica Warner-Judd | Reino Unido | 2:24:45 |
| Marta Galimany | Espanha | 2:26:14 |
| Lucy Reid | Reino Unido | 2:26:35 |
| Julia Paternain | Uruguai | 2:27:09 |
| Louise Small | Reino Unido | 2:27:48 |
| Verity Hopkins | Reino Unido | 2:31:19 |
Lebres:
Anchinalu Dessie (ETH)
Miriam Chebet (KEN)
Tsigie Gebreselama (ETH)
Ludwina Chepngetich (KEN)
Alexandra Bell (GBR)
Gladys Kwamboka (KEN)
Rebecca Mwangi (KEN)
Lily Partridge (GBR)
Samantha Harrison (GBR)
Clara Evans-Graham (GBR)

