Não é o primeiro caso do género e, certamente, não será o último. A New Balance colocou recentemente um processo em tribunal contra a Decathlon, alegando que o símbolo da Kiprun – o ‘K’ em formato itálico -, é muito semelhante ao seu ‘N’, que é usado desde a década de 70 pela marca de Boston.
O processo deu entrada esta semana no Tribunal Federal do Distrito de Massachusetts, com a New Balance a exigir não apenas a suspensão das vendas dos produtos da Kiprun, como uma ordem para que todo o material já vendido com o mesmo símbolo seja recolhido (e posteriormente destruído). Isto para lá, claro, de uma indemnização pelos eventuais danos causados.
De acordo com informações veiculadas pela Reuters, a New Balance terá alertado por escrito a Kiprun da situação em janeiro, tendo recebido da marca francesa a resposta de que o seu símbolo era um simples K e nada inspirado no N da New Balance. Três meses depois dessa troca de argumentos nos bastidores, a Kiprun deu um passo importante na sua expansão, ao iniciar venda nos Estados Unidos. Isso abriu ainda mais o diferendo entre as duas marcas, levando ao escalar da situação.
O processo em causa cita oito modelos vendidos nos Estados Unidos – KIPSTORM ELITE, KIPSTORM TEMPO, KIPSTORM LAB, KIPRIDE, KIPRIDE MAX, KIPSUMMIT, KIPSUMMIT MAX, and KIPSUMMIT RACE – e suporta parte da sua argumentação em publicações feitas nas redes sociais, nas quais vários utilizadores alertam para as semelhanças dos dois símbolos (ver exemplo abaixo):




Além dos comentários, a marca norte-americana anexa ainda uma comparação dos dois símbolos, apontando que o K da Kiprun, quando invertido, se torna num N muito similar ao que serve como seu símbolo desde os anos 70.

Como dissemos no início do texto, este tipo de processos não é uma novidade e a própria New Balance já esteve envolvida em alguns. Um dos mais recentes, em 2021, envolveu a Michael Kors, por causa da semelhança que alguns dos seus modelos teriam com os designs de sapatilhas de lifestyle. O processo chegou a julgamento, mas as duas marcas chegariam a um acordo (não foram divulgados oficialmente os detalhes desse entendimento). Antes, em 2017, houve um outro processo, esse que rendeu 1,5 milhões de dólares em indemnização.


